
Em artigo publicado n’O Século, o médico Jorge Cid alertou os leitores para os perigos em que incorrem as mulheres ao usar espartilhos apertados em demasia. “Pela compressão permanente do tórax e pelo excesso de trabalho que impõem à parte superior dos pulmões, é uma causa de enfisema vesicular, de diversas doenças sérias do peito e, em particular, de tuberculose”.
“Comprime o estômago e o baço, abaixa o fígado, empurra a massa dos intestinos para a pequena bacia, origina a deslocação dos rins e, nos períodos de congestão fisiológica, faz nos órgãos genitais internos uma compressão nociva, vicia-lhes muitas vezes a posição, donde resultam doenças que exigem operações melindrosas, e donde também pode resultar a esterilidade da mulher. Vejam como este engenho de Gilette pode ser um perigo social!”
Jorge Cid criticou ainda o rumo e tendências de uma moda em que apenas as magras pareciam triunfar.
“O espartilho tem a pretensão de realizar o seguinte: levantar a parte superior do peito, adelgaçar a cintura e as ancas e endireitar o busto. O seu papel deve ser o de suporte – ser uma cinta larga e elástica e nunca uma couraça. Deve servir de ponto de apoio às restantes peças de vestuário, sem comprimir, deslocar e provocar deformidades.
É absurdo querer dar ao corpo humano formas artificiais.”
Fonte: O Século nº 10 0485, 11 de Janeiro de 1910, p. 2.
“Comprime o estômago e o baço, abaixa o fígado, empurra a massa dos intestinos para a pequena bacia, origina a deslocação dos rins e, nos períodos de congestão fisiológica, faz nos órgãos genitais internos uma compressão nociva, vicia-lhes muitas vezes a posição, donde resultam doenças que exigem operações melindrosas, e donde também pode resultar a esterilidade da mulher. Vejam como este engenho de Gilette pode ser um perigo social!”
Jorge Cid criticou ainda o rumo e tendências de uma moda em que apenas as magras pareciam triunfar.
“O espartilho tem a pretensão de realizar o seguinte: levantar a parte superior do peito, adelgaçar a cintura e as ancas e endireitar o busto. O seu papel deve ser o de suporte – ser uma cinta larga e elástica e nunca uma couraça. Deve servir de ponto de apoio às restantes peças de vestuário, sem comprimir, deslocar e provocar deformidades.
É absurdo querer dar ao corpo humano formas artificiais.”
Fonte: O Século nº 10 0485, 11 de Janeiro de 1910, p. 2.
in http://centenariorepublica.pt/conteudo/11-de-janeiro-de-1910-o-espartilho
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